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O que falta ao jovem para ser visto como um profissional sério?

09/11/2016

Tenho conversado com gestores sobre suas expectativas em relação aos jovens profissionais e vejo que muitos estão confusos, pois precisam levar em consideração um elevado conhecimento técnico, mesmo que não identifiquem nada de experiência. Para tentar equilibrar essa complicada equação o que surge é uma gestão incoerente e errática, onde o gestor espera que seu funcionário seja um inovador, mas faça tudo conforme as regras, ou então espera que ele tenha o conhecimento amplo de um generalista, mas saiba tudo de forma profunda e consistente como um especialista.

 

Considerando o atual momento, creio que o melhor é buscar identificar aquele jovem que conseguiu montar uma trajetória equilibrada entre ambas as coisas. Contudo isso está cada vez mais raro de se encontrar, pois as empresas buscam jovens com experiência e como não encontram, optam por jovens com elevado conhecimento acadêmico e é aí que tem origem o problema, afinal todo processo seletivo conduz o gestor a optar pelo candidato que tenha melhor repertório técnico, isto é, tenha estudado mais e em melhores instituições. Para que isso aconteça, os jovens são levados a permanecer ainda mais nos estudos, provocando o adiamento de sua entrada no mercado de trabalho e consequentemente, o próprio desenvolvimento da experiência esperada pelos contratantes… ou seja, é um cenário que se alimenta do próprio problema que ele quer resolver…

 

Os gestores usam como referência sua própria realidade. Avaliam o jovem de hoje pela lente de sua juventude e estabelecem as diferenças comportamentais de forma crítica. Desta forma, é muito comum que os gestores reclamem da falta de comprometimento, seriedade e responsabilidade que os jovens demonstram no trabalho.  Do lado dos jovens a reclamação comum é da falta de confiança que os mais veteranos demonstram, principalmente quando não há a delegação de tarefas mais relevantes, deixando para os mais jovens apenas as tarefas operacionais e de pouco impacto nos resultados.

Esse tipo de conflito não é novo. Na verdade é até muito comum desde os tempos mais antigos da humanidade. Eu acredito que o que torna o cenário diferente agora é justamente a falta de maturidade dos jovens, associada ao aumento na expectativa de vida, o que faz com que os veteranos permaneçam mais tempo no mercado, disputando os desafios mais relevantes com os mais jovens.

 

Em minhas pesquisas vejo que os jovens estão literalmente aflitos para entrar no mercado de trabalho e identificarem seus propósitos, contudo têm muito medo das falhas que podem ocorrer nesse processo. Eles sentem-se pressionados por uma realidade dura, que não conhecem e muitas vezes acreditam que não tem competências para lidar. Por isso acabam contestando toda realidade atual, exigindo novas realidades na relação com o trabalho ou então se mostrando relativamente paralisados diante das dificuldades.

 

Esse comportamento fica ainda mais evidente quando o jovem assume a postura de viver uma vida sem se preocupar com as consequências (alguém vai se preocupar..) e cria um estilo de vida que valoriza e prioriza a satisfação pessoal.

 

Toda essa realidade gera uma fragilidade nas relações dos jovens com as empresas. Qualquer motivo é forte o suficiente para se romper a relação. Não creio que exista uma fórmula “mágica” para esta realidade. O que observo com maior frequência é uma busca de experimentação de realidades diferentes, pois os jovens acreditam que quanto mais experimentarem empregos e empresas diferentes, mais estarão preparados.

 

Contudo, essa é uma estratégia equivocada, pois confunde experimentação com absorção de experiência. Normalmente o jovem manifesta este pensamento distorcido quando argumenta que está buscando “novos desafios”, esquecendo que há certamente muitos desafios no próprio emprego que está. Aliás, o primeiro e principal desafio é permanecer no emprego com todos os obstáculos que ele apresenta. Na prática o jovem mantém um status de “novato” em cada novo emprego e por isso não acessa os maiores desafios que podem contribuir para seu desenvolvimento.

 

A melhor dica que posso dar para o jovem é  PLANEJAMENTO, PERSISTÊNCIA e muita ATITUDE, direcionando cada escolha com muito foco para ações práticas em suas vidas.

 

 

 

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