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Profissional veterano - substituição ou sucessão?

01/11/2016

Certa ocasião, um profissional mais veterano me confidenciou seu temor de ser “substituído” por alguém mais jovem. Ele explicou que a crise estava exigindo mais energia e produtividade dos profissionais e ele certamente não conseguiria competir com os jovens ansiosos, que chegam ao mercado com “seus diplomas”. Como se tratava de um “clichê” clássico no conflitos de gerações, não dei muita importância ao tom de vítima do veterano. Passei a questioná-lo sobre suas competências e capacidade de atualização diante do cenário que me apresentava.

 

Ele se mostrou bastante ativo. Havia retornado aos estudos e já estava prestes a concluir um novo curso superior. Mesmo assim, acreditava estar “ultrapassado”, pois entendia pouco das novas tecnologias e quase nunca se aventurava em atividades onde a organização tivesse poucos elementos estruturados – como ele ouvia falar sobre o ambiente nas “star-ups”. Ele realmente estava se preparando para ser substituído.

 

Entretanto, se ao invés de ser substituído ele estivesse se preparando para ser sucedido, isso poderia alterar sua realidade?

 

Vivemos em um tempo onde a busca por novidades é tão frenética, que poucas pessoas estão realmente usufruindo das próprias inovações que lutam para conseguir. Parece que tudo precisa ser substituído rapidamente. A paciência, que já foi uma competência estratégia, agora dá lugar a ansiedade crônica. Aliás, já perceberam como cresceu assombrosamente o número de pessoas que admitem ter “síndrome do pânico” ou crise de ansiedade ?

 

Claro que essa poderia ser uma descrição do comportamento do jovem de hoje, mas vejo que isso já não é mais exclusividade das gerações Y e Z. De certo modo, os mais veteranos, no esforço de tentarem ampliar a própria juventude, adotam os mesmos comportamentos.

 

Já é perturbador saber que o comportamento de substituição compulsiva é adotado sistematicamente, como estratégia de marketing e venda de equipamentos eletrônicos. Agora, o que dizer quando vemos um mercado cada vez mais seletivo, estabelecendo a substituição, como ferramenta de gestão?

Bom, tenho a impressão de que retrocedemos 30 anos, nos tempos da crise inflacionária dos anos 1980/1990, e agora todos adotaram a filosofia “substitua para não ser substituído”.

 

Talvez tenhamos nos esquecido que a substituição é um expediente que se usa quando algo ou alguém não está cumprindo seu papel de forma adequada e precisa ser “trocado”. Na verdade, o que mais se encontra hoje em dia, são histórias de pessoas que foram “substituídas” por motivos superficiais. Frases como: “Não está cumprindo a meta? Troca”, passaram a fazer parte do vocabulário dos gestores, afinal “tem sempre alguém mais ‘barato’ para fazer o mesmo trabalho”.

 

Claro que a crise colabora muito para que situações assim aconteçam, contudo, proceder a substituição de pessoas, sem que se avalie o valor do profissional completamente, pode ser um erro estratégico fenomenal, pois junto com o “substituído”, vai todo conhecimento tácito e a rede de relacionamentos que orbitava à sua volta, inclusive de compradores e fornecedores. Esse custo é absolutamente impossível de se dimensionar, afinal é o bem mais intangível que um profissional possui e o único patrimônio que ele consegue levar para cada cenário que estabelece em sua carreira.

 

Chegou o momento de pensarmos em preparar os veteranos para serem sucedidos e não substituídos. A diferença fundamental está no fato de que “o sucedido” tem como premissa, ver seu trabalho continuar sem interrupção, por isso, se esforça em preparar seus sucessores – aqueles que irão continuar o seu trabalho quando não estiver mais lá.

 

O “sucedido” sabe que tudo tem um ciclo e que ele não é eterno em nenhuma realidade, por isso, sempre está preparando pessoas que adotem novas abordagens diante de novos cenários e ele mesmo segue no seu esforço pessoal, preparando-se para suceder outro profissional.

 

O profissional que entende essa equação e a coloca em prática, é aquele que verdadeiramente é “bem-sucedido”.

 

 

 

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