CONTE SUA HISTÓRIA

SEJA MENTOR

Manual de sobrevivência do novato

Há um modelo de desenvolvimento para os jovens da Geração Y que é bastante significativo quando se busca o alinhamento com o mercado de trabalho, sendo um novato.

O novato que aceita sua condição de aprendiz logo descobre que precisa utilizar três premissas, que deveriam compor um Manual de sobrevivência do novato:

1) SER APRENDIZ DA TEORIA E DA PRÁTICA. Atualmente o conhecimento se torna obsoleto com tanta velocidade que as pessoas se pressionam a aprender coisas novas o tempo todo. Isso faz parte da dinâmica de nossa vida. Entretanto, isso é válido apenas para conhecimentos teóricos, como a tecnologia. Existe outro tipo de conhecimento que é mais abstrato, mais sútil, mais difícil de ser documentado – o conhecimento tácito, adquirido apenas pela experiência pessoal. É um conhecimento que leva mais mais tempo para ser alterado, pois é reflexo das percepções coletivas influenciadas pelo que cada um interpreta individualmente, usando suas premissas, seus conhecimentos e suas experiências.

Ele não inválida o conhecimento teórico, que é sempre necessário como referencial, mas ambos – conhecimento teórico e tácito – vão compor a competência do aprendiz. O que distingue cada um desses conhecimentos é a velocidade necessária para assimilá-los.

O conhecimento teórico sempre é mais rápido de ser absorvido, pois pode ser adquirido de múltiplas formas, como em livros, vídeos, treinamentos. O único requisito para adquirir este tipo de conhecimento é disciplina.

Já o conhecimento tácito é mais complexo e lento para ser absorvido, pois sempre dependerá da exposição do indivíduo ao desafio que proporcionará o aprendizado. E cada desafio tem uma velocidade de aprendizado.

2) SER RÁPIDO, MAS NÃO TER PRESSA. Todo novato precisa aprender a controlar sua ansiedade. As aparentes vantagens de ser criar atalhos nas trajetórias profissionais em geral são destruídas pela falta de estratégia e planejamento, criando carreiras medíocres resultante de escolhas improvisadas e circunstanciais.

Há muitos casos de profissionais que interromperam suas trajetórias, motivados pela insatisfação ou pela impaciência. Na maioria dos casos, a ansiedade tira a pessoa da condição de novato, fechando as portas para o aprendizado mais sutil.

3) SER QUESTIONADOR, NÃO UM GÊNIO. A maior exposição dos jovens ao conhecimento acadêmico e a inegável facilidade para utilizar da tecnologia da informação têm gerado profissionais arrogantes e com pouca disposição para o aprendizado.

Isso é comum porque existe a falsa percepção de que quanto mais habilidade uma pessoa tem em encontrar a informação necessária, mais inteligente e capaz ela é. Esse pensamento provoca grandes distorções na avaliação das capacidades, principalmente dos jovens, que muitas vezes são classificados de gênios por dominarem aparelhos e procedimentos tecnológicos.

É evidente que sempre que alguém questiona algo está implícito a ignorância da resposta. É nesse ponto que está o desafio para o novato, pois para admitir que não sabe alguma coisa é preciso humildade.

O novato deve sempre lembrar que não é a habilidade em encontrar a informação que vai torná-lo mais competente, mas a capacidade de saber o que fazer com essa informação. E isso só é possível quando se adota a humilde condição de questionador.

Texto extraído do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, Editora Integrare.

Leia também no blog
Artigos Relacionados
  • White Facebook Icon
  • White LinkedIn Icon
  • White YouTube Icon

contato@escoladementores.com.br

WhatsApp: 11 99218-2969