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Ansiedade

17/08/2018

Mal do século que se caracteriza por estado mental que inclui distúrbio cronológico, ou seja, uma percepção pessoal de alguma situação, real ou imaginária que demanda alguma ação sua, entretanto não pode ser realizada agora. Constitui-se numa doença do tempo.

 

Por essa razão ela também é chamada preocupação, ou seja, uma ocupação antes da hora por conta de uma circunstância cuja solução não pode ser obtida de imediato.

 

Exemplificando, se alguém por conta da situação econômico-financeira atual, se vê preocupado com possível perda de seu emprego, apesar de estar empregado, induz em seu organismo reações emocionais com dupla finalidade: a primeira, enfrentar o fator específico que deu origem a essa reação (o estado de desemprego) e a segunda, através de reações neuroquímicas que estimulem a produção de energia, para fazer frente as reações específicas necessárias para controlar e minimizar a perda de emprego.

 

Repare que a intenção da reação emocional é válida, pois ela representa a deflagração de uma resposta a esse perigo “real” representado pelo desemprego e visa a sobrevivência a essa possibilidade.

 

Desafortunadamente a pessoa não está desempregada, mas assim se imagina e dispara preventivamente uma série de reações que incluem a conscientização daquela emoção resultando em sentimento consciente mediado por tristeza, repulsa e fundamentalmente medo, por todas as consequências que ocorrerão em sua vida familiar e social.

 

A consciência desse sentimento frente a essa emoção leva a uma situação de definição com base em crenças, valores culturais, vivência anteriores, que podem validar ou não, a intensidade das reações emocionais.

 

Assim, quando as reações emocionais não puderem ser atenuadas se transformando num pensamento fixo recorrente, ignorando a realidade de que o individuo está de fato empregado, elas continuam a produzir seus efeitos mentais e físicos e estes últimos incluem taquicardia, aumento de pressão e da glicose sanguínea, etc., preparando o organismo para uma forte reação a esse risco identificado.

Denominamos ansiedade exatamente a soma dessas reações mentais emocionais e físicas, que podem ser desproporcionais em alguma medida, mesmo que fazendo parte de uma “boa intenção”, qual seja, tomar providências para evitar que o pior aconteça, mantendo a atenção do individuo fixa nas consequências futuras secundárias ao desemprego.

 

Infelizmente, como o indivíduo está empregado, mas vive num mundo de preocupação, falta foco no trabalho, que acaba por determinar uma quebra de performance, empenho e a demissão antes temida, passa a ser a realidade projetada e agora sim real, caracterizando aquelas “profecias que se auto cumprem”.

 

Este relato não pretende demonizar as emoções, pois elas são absolutamente importantes, inevitáveis e fundamentais para tomada de decisões sem perda de tempo e se constituem num kit sobrevivência de valor inestimável e justificam o nosso sucesso na preservação de nossa espécie em todas as eras. Porém as emoções quando trazidas a consciência (sentir o estado emocional) transformam-se em sentimentos e esses sim podem nos ajudar a refletir, reavaliar e modular as reações emocionais, é isso que chamamos de razão. Portanto, as emoções e os sentimentos (perceber que sentiu a emoção) são fatores fundamentais para a tomada de decisões equilibradas e ajustadas ao momento que deu origem a essas reações.

 

Nesse contexto, podem-se comparar na prática os efeitos que tivemos em nosso organismo quando estivemos frente a fortes emoções como a paixão e a raiva, com sentimentos mais equilibrados como o amor e a compreensão, com o mesmo intuito.

Para identificar se está frente a uma ansiedade recomendo a você se perguntar: “Posso resolver isso agora?” Se a resposta for não, você está com uma preocupação, ansiedade pura, mas se a resposta for sim, você está ocupado, portanto dedique-se e capriche tirando da frente essa tarefa com empenho, produtividade e depois curta o merecido repouso com satisfação e orgulho por suas conquistas.

 

Convém aqui tomar cuidado para não confundir ansiedade com planejamento. No planejamento a razão te faz perceber que até o objetivo final, existe um percurso cronológico de evolução gradativa, passo a passo, enquanto na ansiedade a sensação é que você já deveria estar pronto desde o início. O ansioso não quer pagar o preço da disciplina, elemento fundamental do planejamento, que não procrastina as ações a serem realizadas na ordem, sequencia e prioridade. O planejador assume com empenho cada etapa de um continuo processo que culminará no objetivo final, mas como numa viagem, ele curte e aproveita o percurso.

 

 

 

Planeje-se, mas dê sempre um presente para você........viva sempre no presente!

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